Votação em Aécio no 1º turno impulsiona Bovespa e derruba dólar

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 19:10 BRT
 

Por Flavia Bohone e Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - Os mercados financeiros no Brasil reagiram com otimismo nesta segunda-feira ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, após a votação do candidato da oposição Aécio Neves (PSDB) superar previsões e deixar mais acirrada a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.

Analistas esperam que a volatilidade nos mercados siga elevada até a definição do segundo turno, no próximo dia 26.

Após o resultado do primeiro turno, a expectativa entre analistas é de que Dilma e Aécio têm chances parecidas de vencer, e o noticiário político, incluindo as pesquisas de intenção de voto, seguirão ditando o rumo da bolsa e do câmbio.

O Ibovespa subiu 8 por cento logo após o começo do pregão. Mesmo com a desacelerado, a alta de 4,7 por cento, com destaque para ações de estatais e do setor financeiro, foi a maior em 26 meses. Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 11 por cento, tendo atingido alta superior a 17 por cento.

O dólar recuou 1,43 por cento, a 2,4266 reais na venda, após ter caído 3,4 por cento na mínima do dia.

Profissionais do mercado têm mostrado descontentamento com a política econômica do atual governo e com o que consideram intervencionismo em estatais.

Aécio tem a preferência dos mercados, pois o PSDB tem posição historicamente mais ortodoxa em questões econômicas. O candidato tucano já anunciou que, caso eleito, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga será o ministro da Fazenda.

"A oposição mostra mais clareza para a condução da economia, tendo já escolhido até o ministro da Fazenda. É possível que, agora, o governo atual tenha que dar mais indicação do que deve fazer nesta área", disse o economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, que foi secretário do Tesouro Nacional no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).   Continuação...

 
Candidato do PSDB à Presidência, Aecio Neves, participa de debate na TV em São Paulo. 5/10/2014 REUTERS/Nacho Doce