AIE vê menor produção da Opep; crescimento mais fraco na demanda em 2015

terça-feira, 7 de outubro de 2014 13:55 BRT
 

(Reuters) - A Administração de Informação de Energia (AIE), do governo dos Estados Unidos, reduziu sua projeção para o crescimento da demanda global por petróleo no próximo ano e fez cortes ainda mais profundos nas perspectivas para produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A AIE reduziu sua previsão para a demanda global de petróleo em 2014 para 91,47 milhões de barris por dia (bpd), ante 91,55 milhões de bpd projetados no relatório do mês passado, segundo dados publicados nesta terça-feira.

Como resultado, a entidade projeta agora consumo subindo 1,24 milhão de bpd, queda de 100 mil bpd ante relatório de setembro, mas ainda acima da alta de 1 milhão de bpd estimada para 2014.

No contexto do enfraquecimento da demanda, a agência reduziu sua previsão para a produção de petróleo e outros combustíveis líquidos pela Opep para 35,51 milhões de barris por dia em 2015, queda de 350 mil bpd ante projeção do mês passado.

Com relação apenas à produção de petróleo, a AIE reduziu a projeção de produção pela Opep em 300 mil bpd para 29,24 milhões. Em setembro, a Opep bombeou cerca de 31 milhões de barris por dia, segundo pesquisa da Reuters. [OPEC/SURVEY]

A agência fez uma pequena mudança em sua perspectiva para a produção de petróleo dos EUA, que vem batendo projeções rotineiramente.

A AIE estimou a produção dos EUA em 2015 em 9,5 milhões de bpd, ante 9,53 milhões de bpd um mês antes.

A agência também reduziu sua expectativa para os preços médios do petróleo Brent para 101,67 dólares por barril em 2015, ante 103 dólares projetados anteriormente.

"O enfraquecimento da demanda global ajudou a reduzir os preços do Brent do Mar do Norte para uma média de 97 dólares por barril em setembro, o primeiro mês em mais de dois anos em que os preços do Brent ficaram em uma média abaixo de 100 dólares por barril", disse a AIE em seu relatório.

A agência projeta preços médios do Brent em 98 dólares por barril no último trimestre deste ano.

(Por Jessica Resnick-Ault)