Dólar a R$2,40 é piso bom para indústria, diz ministro

terça-feira, 7 de outubro de 2014 14:17 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, disse nesta terça-feira que o câmbio de 2,40 reais por dólar é um piso ideal para a indústria brasileira.

"O mais importante é ter estabilidade, mas para a indústria o piso ideal é 2,40", afirmou a jornalistas após participar de congresso da indústria de papel e celulose. "É hoje algo realista."

O dólar tem subido contra o real nas últimas semanas, diante da volatilidade ligada à corrida presidencial e temores de que os Estados Unidos antecipem um ciclo de alta dos juros.

Além da volatilidade do câmbio, a balança comercial brasileira tem refletido a menor atividade econômica de várias grandes economias internacionais, incluindo Europa e China, o que tem derrubado os preços de importantes itens da pauta brasileira de exportações, como minério de ferro e soja.

Segundo Borges, esse cenário deve seguir impactando o fluxo de comércio internacional do país ao longo de 2015, embora tenha previsto que o saldo entre exportações e importações deverá seguir positivo para o país.

"Está havendo uma mudança dos termos de troca por causa das condições econômicas e vamos continuar tendo pressão", disse. "Mas acho que já estamos chegando ao piso dos preços, não é uma trajetória sem fim."

Para enfrentar esse cenário, disse Borges, a indústria brasileira tem que ganhar competitividade. Nesse sentido, ele afirmou que o governo federal já tem pronto um plano de modernização fabril, cujo objetivo é reduzir a idade média das máquinas e equipamentos, dos atuais 17 anos para a faixa de 7 a 8 anos. "Isso é parte da nova política industrial do governo", disse ele.

Em outra frente, Borges declarou que o governo federal está pronto para usar mecanismos de proteção aprovados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para proteger o país do que ele chamou de importações desleais.

O ministro descartou que haja discussões no sentido de promover maior abertura comercial do país, a menos que o governo enxergue vantagens nisso.   Continuação...