IPCA surpreende em setembro e vai a 6,75% em 12 meses, maior nível em 3 anos

quarta-feira, 8 de outubro de 2014 12:04 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A inflação oficial brasileira surpreendeu em setembro ao, em 12 meses, atingir o maior nível em quase três anos e se afastar ainda mais do teto da meta do governo, impulsionada pelos preços de alimentos às vésperas da realização do acirrado segundo turno da eleição presidencial.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,57 por cento no mês passado, acumulando em 12 meses 6,75 por cento, maior nível desde outubro de 2011 (6,97 por cento), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

"O conjunto da obra em termos de economia está muito ruim, com inflação alta e baixo crescimento, e certamente isso vira tema para os debates (político)", destacou o economista e sócio da Tendências Consultoria, Juan Jensen.

Em agosto, o indicador havia avançado 0,25 por cento na base mensal, acumulando em 12 meses 6,51 por cento, já acima do teto da meta oficial --4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Os números de setembro do IPCA ficaram bem acima das expectativas em pesquisa da Reuters, cujas medianas apontavam alta de 0,47 por cento na comparação mensal e 6,64 por cento em 12 meses.

A inflação tem ficado acima de 6 por cento há meses, mesmo com a política de juros elevados do Banco Central, tornando-se um dos principais problemas para a presidente Dilma Rouseff (PT), que tem pela frente uma disputa bastante apertada com o candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno das eleições.

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