Plantio de soja em MT avança menos na semana e fica atrasado, aponta Imea

sexta-feira, 10 de outubro de 2014 11:27 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O plantio de soja em Mato Grosso, principal Estado produtor da oleaginosa no Brasil, avançou mais lentamente na última semana por conta da escassez de chuva e ficou atrasado em relação ao mesmo período em 2013, informou nesta sexta-feira o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Agricultores do Estado que colhe cerca de 30 por cento da safra do Brasil --que deverá ser o segundo produtor mundial na temporada 2014/15 atrás dos EUA-- tiveram um início acelerado nos trabalhos de plantio. Mas nesta semana reduziram o ritmo, após um período mais seco e sem previsões de precipitações nos próximos dias.

Até a quinta-feira, produtores de Mato Grosso tinham semeado 8,35 por cento da área recorde de 8,8 milhões de hectares, ou 735 mil hectares, ante cerca de 400 mil hectares até a semana anterior.

Na mesma época da temporada passada, produtores tinham semeado 9 por cento de uma área de 8,4 milhões de hectares, segundo o Imea.

Com a confirmação de chuvas mais generalizadas e intensas previstas para o final do mês, o atraso no plantio seria recuperado, e as produtividades da safra de soja não seriam afetadas, segundo especialistas.

A Somar Meteorologia informou nesta sexta-feira que não há chuvas previstas para boa parte das áreas de soja do país nos próximos dias, prevendo precipitações para a segunda quinzena. "Entre 15 e 19 as chuvas avançam pelo Paraná e parte oeste da região Centro-Oeste. Somente depois do dia 19 estas chuvas ficam mais generalizadas sobre o Brasil Central."

A safra de soja 2014/15 do Brasil, a ser colhida no início do próximo ano, deverá atingir históricas 93,9 milhões de toneladas em condições normais de clima, segundo a mediana de uma pesquisa da Reuters com analistas, corretores e instituições.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na quinta-feira sua primeira estimativa para a nova safra de soja do Brasil, entre 88,83 milhões e 92,41 milhões de toneladas.

(Por Roberto Samora; edição de Gustavo Bonato)