Gasolina vendida pela Petrobras fica mais cara que no exterior, diz Credit Suisse

terça-feira, 14 de outubro de 2014 18:16 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A gasolina vendida no Brasil pela Petrobras às distribuidoras de combustíveis está agora mais cara do que a média dos valores realizados no Golfo do México dos EUA, por conta da queda acentuada do petróleo, apontou um relatório do Credit Suisse nesta terça-feira.

Essa situação favorável para as contas da divisão de Abastecimento da estatal, que importa combustíveis para atender a demanda doméstica, não acontecia há anos.

Segundo analistas do banco, o preço da gasolina no mercado internacional está 1 por cento mais baixo do que os valores no mercado doméstico brasileiro, invertendo dramaticamente uma situação de defasagem que colabora com prejuízos bilionários seguidos à divisão de Abastecimento da Petrobras.

A diferença entre os preços internacionais da gasolina e os domésticos estava em 24,3 por cento em 25 de setembro.

A inversão na defasagem, segundo a instituição, foi movida principalmente pela redução de 19,2 por cento do preço da gasolina no mercado externo, de 25 de setembro a 13 de outubro, em uma situação de queda acentuada do preço do barril do petróleo.

Também contribuiu para o cenário de redução da defasagem a apreciação de 1,4 por cento do real no período.

No acumulado do ano até setembro, a defasagem dos preços da gasolina foi de 17,3 por cento, em média, segundo o Credit Suisse.

A instituição calculou que a curva de preços futuros mostra uma queda de 3 por cento no preço da gasolina no mercado internacional em dezembro, em relação ao nível atual.

"Assumindo uma taxa de câmbio constante, os preços futuros trazem a expectativa de que o preço do combustível doméstico será 4 por cento maior do que o preço internacional no fim do ano", disse o relatório.   Continuação...