EUA alertam sobre riscos de deflação na Europa; BCE pode ter que fazer mais

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 21:21 BRT
 

Por Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos renovaram o alerta nesta quarta-feira sobre os riscos da Europa entrar em uma espiral de queda dos salários e preços, dizendo que as recentes ações do Banco Central Europeu (BCE) podem não ser suficientes para evitar a deflação.

Em relatório semestral para o Congresso, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos disse ainda que a Alemanha poderia fazer mais para ajudar a Europa, incluindo impulsionar a demanda na maior economia da Europa.

"A Europa enfrenta o risco de um período prolongado de inflação substancialmente abaixo da meta ou de deflação", disse o Tesouro.

Nos últimos meses, o BCE cortou os juros para níveis recordes de baixa, ofereceu a bancos novos empréstimos de longo prazo e anunciou planos para comprar ativos do setor privado.

Tudo isso tem o objetivo de estimular a economia europeia, que tem oscilado à beira da recessão. A Europa é um grande parceiro comercial dos Estados Unidos e da China, e suas dificuldades têm estado no centro das preocupações sobre a economia global, que abalaram os mercados financeiros em todo o mundo nos últimos dias.

O Tesouro disse que as ações do BCE "deveriam ajudar a combater os riscos deflacionários", mas que "novas políticas de apoio à demanda podem ser necessárias".

O relatório aparentemente foi escrito com muito cuidado para evitar parecer insistente sobre o que Washington acredita que a Alemanha deveria fazer. Berlim tem sido um aliado estratégico dos EUA há décadas.

O Departamento do Tesouro também sugeriu que a Coreia do Sul intervenha no mercado de câmbio. O won perdeu 5 por cento do seu valor em relação ao dólar em seis semanas.   Continuação...