Vendas do Carrefour desaceleram apesar de desempenho robusto no Brasil

quinta-feira, 16 de outubro de 2014 07:54 BRT
 

PARIS/SÃO PAULO (Reuters) - O Carrefour, segundo maior varejista do mundo, divulgou desaceleração de vendas no terceiro trimestre, embora o crescimento no Brasil, seu principal mercado depois da França, tenha mostrado performance robusta no período.

Os resultados gerais da companhia foram impactados pelo desempenho na Espanha e Itália, regiões atingidas por medidas de austeridade econômica. Já na França, as vendas em hipermercados mostraram resiliência, caindo menos que o esperado.

As condições de negócios permaneceram fracas na China, onde o governo está reprimindo o consumo excessivo, principalmente sobre o álcool.

As vendas no terceiro trimestre do Carrefour foram de 21,077 bilhões de euros (27,01 bilhões de dólares), em linha com a previsão média de 21 bilhões de euros em uma pesquisa da Reuters com analistas. A cifra representou um aumento de 2,8 por cento após descontado o efeito de combustíveis e moedas, uma desaceleração ante o avanço de 4,9 por cento no segundo trimestre.

Já as vendas orgânicas no Brasil, onde a expansão das operações estão nos planos do presidente-executivo Georges Plassat, subiram 12,8 por cento no trimestre, disse o Carrefour, apontando que o avanço se deu sobre uma base já forte em igual período do ano passado.

"Todos os formatos registraram uma sólida performance", afirmou a companhia sobre os resultados no Brasil, acrescentando que as vendas em mesmas bases nas lojas abertas há pelo menos um ano cresceram 7,7 por cento no período, acelerando o ritmo ante expansão de 7,2 por cento no segundo trimestre.

Em contraposição, o rival Casino divulgou mais cedo nesta semana desaceleração de vendas no Brasil, seu maior mercado.

Controlador do Grupo Pão de Açúcar, maior varejista do país, o Casino teve um crescimento trimestral de vendas em mesmas bases, excluindo combustíveis e efeitos de calendário, de 6,7 por cento no país, contra 9,8 por cento no segundo trimestre, quando as vendas de produtos não alimentares em hipermercados do grupo tinham sido impulsionadas pela Copa do Mundo de futebol.

  Continuação...