Roche e Merck aumentam esforços de imunoterapia contra câncer de mama

sexta-feira, 17 de outubro de 2014 12:56 BRT
 

LONDRES (Reuters) - A farmacêutica suíça Roche a norte-americano Merck devem apresentar em dezembro dados sobre medicamentos rivais de imunoterapia contra o câncer de mama, estendendo a nova abordagem para combater o tumor para outro tipo de câncer.

Resultados clínicos iniciais com a droga da Roche, conhecida como MPDL3280A, no câncer de mama chamado triplo negativo (TNBC), será revelada entre 9 e 13 de dezembro, no San Antonio Breast Cancer Symposium, disse a empresa depois de anunciar os resultados do terceiro trimestre.

A Merck confirmou mais tarde que também iria apresentar dados sobre o TNBC com seu medicamento concorrente Keytruda na mesma conferência sobre câncer de mama.

Ambas as drogas pertencem a uma classe concebida para ajudar o próprio sistema imunológico do corpo a afastar o câncer, bloqueando uma proteína conhecida como receptor de morte programada (PD-1), ou um alvo relacionado ao PD-L1, usado por tumores para evitar as células de combate à doença.

Desenvolvido pela primeira vez para o melanoma, estes medicamentos estão também mostrando-se promissores contra uma variedade de outros tipos de tumores.

O MPDL3280A da Roche, que ainda não está aprovado para qualquer tipo de câncer, já está sendo testado em pacientes com melanoma, assim como do pulmão, bexiga, rim, intestino e câncer do sangue.

O Keytruda da Merck se tornou o primeiro na nova onda de medicamentos que aumentam a imunidade a ser aprovado para o tratamento de melanoma nos Estados Unidos no mês passado e também está sendo testado numa variedade de tipos de tumores.

Alguns analistas acreditam que a nova classe de drogas de imunoterapia poderia gerar mais de 30 bilhões de dólares em vendas anuais para a indústria até 2025, refletindo tanto a ampla gama de pacientes que poderiam se beneficiar e o alto custo dos medicamentos.

Os outros dois principais rivais no setor são a Bristol-Myers Squibb e a AstraZeneca <​​AZN.L>.

(Reportagem de Ben Hirschler em Londres)