S&P 500 fecha em forte alta no dia, mas tem quarta semana de queda

sexta-feira, 17 de outubro de 2014 18:40 BRT
 

Por Caroline Valetkevitch

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários dos Estados Unidos se recuperaram nesta sexta-feira, garantindo ao Standard & Poor's 500 o seu melhor dia em mais de uma semana diante de preocupações menores com resultados corporativos, mas o índice acumulou sua quarta queda semanal consecutiva.

O índice Dow Jones avançou 1,63 por cento, a 16.380 pontos. O S&P 500 teve ganho de 1,29 por cento, para 1.886 pontos, maior alta diária desde 8 de outubro. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,97 por cento, para 4.258 pontos.

Na semana, o Dow e o S&P 500 recuaram 1 por cento cada, enquanto o Nasdaq perdeu 0,4 por cento.

Foi a quarta semana seguida do S&P 500 no vermelho, na maior sequência negativa desde agosto de 2011. O índice está agora 6,2 por cento abaixo de seu nível recorde de 18 de setembro.

A queda ocorre por preocupações com a economia global e a disseminação do Ebola, assim como fatores incluindo baixos preços do petróleo e incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve, banco central norte-americano.

"O mercado deve ficar bem uma vez que nós superemos alguns desses riscos geopolíticos que estão sobre nós neste momento", disse o diretor de investimento da Fiduciary Trust, Michael Mullaney.

Os resultados corporativos divulgados nesta sexta ofuscaram algumas das preocupações sobre o impacto da fraca demanda global nas empresas norte-americanas. As ações da Honeywell subiram 4,3 por cento, para 90,06 dólares, após a divulgação de seu lucro. As ações da General Electric tiveram alta de 2,4 por cento, a 24,82 dólares, também beneficiadas por seus números do trimestre.

As ações de empresas de menor valor de mercado (small caps) fecharam em queda, depois de terem subido mais de 1 por cento em cada uma das três sessões anteriores, no melhor desempenho desde julho de 2012. O índice Russell 2000 caiu 0,35 por cento nesta sexta-feira, mas na semana avançou 2,8 por cento.

 
Operadores na Bolsa de Valores de Nova York. REUTERS/Brendan McDermid (UNITED STATES - Tags: BUSINESS)