Petrobras estuda medidas para ressarcimento de danos apontados pela Lava Jato

sexta-feira, 17 de outubro de 2014 19:07 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou nesta sexta-feira que já está estudando medidas jurídicas adequadas para ressarcimento dos danos sofridos pela estatal, conforme apontaram as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Em comunicado ao mercado, a empresa frisou que está sendo oficialmente reconhecida por autoridades como vítima nesse processo de apuração, e que vem prestando esclarecimentos para Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário.

"A Companhia reitera que vem acompanhando as investigações e colaborando efetivamente com os trabalhos das Autoridades Públicas, conforme reconhece o Poder Judiciário", disse a Petrobras, em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários.

A empresa constituiu comissões internas de apuração para "averiguar indícios ou fatos contra a empresa", segundo o comunicado. As comissões, explicou a empresa, poderão subsidiar medidas administrativas e procedimentos decorrentes.

A Justiça permitiu que a petroleira tenha acesso aos autos da investigação, incluindo os autos da ação por lavagem de dinheiro e organização criminosa, explicou, "como forma de acompanhar de perto as investigações".

Entretanto, ainda não teve a permissão do Poder Judiciário para acessar ao conteúdo da “delação premiada” realizada pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa.

A Petrobras declarou que está solicitando esclarecimentos às empresas mencionadas na imprensa como tendo atividades sob investigação, especialmente após a repercussão de informações sobre a “delação premiada”, para subsidiar avaliações internas.

A empresa também teve acesso oficial às denúncias de corrupção na companhia feitas por Paulo Roberto Costa e por Alberto Youssef em audiência na 13ª Vara Federal do Paraná no dia 8 deste mês, "que não se confundem com a íntegra dos depoimentos prestados no âmbito da chamada 'delação premiada', que ainda estão sob segredo de justiça".

(Por Marta Nogueira)