Preocupações sobre crescimento mundial tiram brilho de salto em encomendas da ABB

quarta-feira, 22 de outubro de 2014 11:12 BRST
 

ZURIQUE (Reuters) - As perspectivas piores sobre o crescimento mundial estão deixando a companhia suíça de engenharia ABB cautelosa sobre suas próprias perspectivas, apesar de um crescimento maior que o esperado nas encomendas no terceiro trimestre e à volta ao lucro de seu negócio de sistemas elétricos.

A companhia, que fabrica produtos como robôs industriais e transformadores de rede de energia, disse nesta quarta-feira que a desaceleração do crescimento na Europa, a crise de saúde do Ebola no oeste da África e as tensões políticas ao redor do mundo arriscam descarrilhar tendências mais positivas nas economias dos Estados Unidos e China.

"Definitivamente há um nível crescente de incerteza no mundo", disse o presidente-executivo, Ulrich Spiesshofer, em mensagem em vídeo.

Como as rivais Siemens e Schneider Electric, a ABB tem lidado com uma lenta recuperação global que vem atrasando gastos de capitais de seus clientes, que incluem companhias de serviços públicos e empresas de mineração, de petróleo e de gás.

Com pouco sinal de melhora, a ABB cortou suas metas de vendas e lucro para o médio prazo no mês passado, mas disse que ainda espera crescer mais rapidamente que seus mercados e que a economia geral.

Nos últimos meses, a ABB registrou uma retomada nas grandes encomendas, contratos que valem mais de 15 milhões de dólares, o que sugere que sua estratégia de buscar crescimetno lucrativo está dando frutos.

A companhia sediada em Zurique disse que as encomendas no terceiro trimestre saltaram 24 por cento para 11,2 bilhões de dólares, batendo a estimativa média de 10,1 bilhões de dólares em uma pesquisa da Reuters com analistas.

Mesmo assim, uma carteira mais fraca de pedidos do começo do ano e esforços para consertar seu negócio de sistemas de energia deixaram suas marcas no trimestre, uma vez que as receitas caíram 7 por cento para 9,8 bilhões de dólares e o lucro líquido recuou 12 por cento, para 731 milhões de dólares.

(Por Caroline Copley)