Desemprego no Brasil cai a 4,9%, mínima para setembro, com menos procura por vagas

quinta-feira, 23 de outubro de 2014 11:43 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego do Brasil caiu a 4,9 por cento em setembro, nível mais baixo para esses meses diante da menor procura por vagas, enquanto a renda média da população subiu pelo segundo mês seguido em meio a um cenário de economia fraca a pouco dias do segundo turno das eleições presidenciais.

Em agosto, a taxa havia ficado em 5 por cento e, no mês passado, atingiu o menor patamar para setembro desde o início da série histórica, em março de 2002, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado --que abrange seis regiões metropolitanas no país-- ficou abaixo da pesquisa da Reuters, cuja mediana apontou expectativa de taxa de desemprego a 5,1 por cento em setembro.

"A redução da taxa está associada à queda na procura (por emprego), ou seja, a taxa cai porque há menos pressão sobre o mercado de trabalho", disse a técnica do IBGE Adriana Berengui.

Uma das explicações para esse cenário é que as pessoas têm passado mais tempo estudando, retardando a sua entrada no mercado.

Segundo o IBGE, a população desocupada --pessoas desempregadas em busca de uma chance no mercado de trabalho-- chegou a 1,183 milhão de pessoas, perda de 3,1 por cento ante agosto e queda de 10,9 por cento sobre um ano antes.

Já a população economicamente ativa recuou 0,3 por cento em setembro sobre o mês anterior e 1,0 por cento ante o mesmo período de 2013, atingindo 24,286 milhões de pessoas.

Por sua vez, a população ocupada recuou 0,2 por cento em setembro na comparação com agosto, para 23,103 milhões de pessoas, com queda de 0,4 por cento sobre um ano antes.   Continuação...

 
Pessoas olham lista de vagas de emprego em rua no centro de São Paulo. 13/08/2014 REUTERS/Paulo Whitaker