Proposta de novas regras quer fim de bancos grandes demais para quebrar

segunda-feira, 10 de novembro de 2014 11:58 BRST
 

BASILEIA Suíça/LONDRES (Reuters) - Autoridades globais de regulação propuseram nesta segunda-feira um novo conjunto de regras para assegurar que credores de bancos e não os contribuintes paguem a conta quando grandes instituições financeiras entrarem em colapso.

Mark Carney, presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) e presidente do Banco da Inglaterra, afirmou que os planos representam um divisor de águas para o fim do conceito de bancos que são grandes demais para serem autorizados a quebrar.

"Assim que implementados, estes acordos terão papéis importantes para permitir que bancos globais sejam liquidados sem o recurso de subsídios públicos e sem abalar o sistema financeiro mais amplo", disse Carney, em comunicado.

Após a crise financeira de 2007-09, governos tiveram de gastar bilhões de dólares dos contribuintes para resgatar bancos que enfrentaram dificuldades e que poderiam ameaçar o sistema financeiro global se fossem deixados para falir.

Desde então, reguladores das 20 economias mais importantes do mundo (G-20) vinham tentando encontrar formas de impedir que isso ocorra novamente.

Os planos preveem que bancos como Goldman Sachs e HSBC devem ter um colchão de títulos equivalente a pelo menos 16 a 20 por cento de seus ativos de risco, como empréstimos, a partir de janeiro de 2019.

Estes títulos seriam convertidos em ações para reforçar as finanças de um banco enfraquecido. As reservas totais dos bancos vão incluir exigência de reservas de capital principal mínimo obrigatório que os bancos já devem ter para enfrentar crises.

A nova regra vai se aplicar a 30 bancos que os reguladores consideram como "sistemicamente importantes", apesar de que inicialmente três instituições da China presentes na lista de 30 seriam exceção.

Os líderes do G20 devem apoiar a proposta mais tarde nesta semana, durante reunião na Austrália. A proposta deve ser colocada em consulta pública até 2 de fevereiro de 2015.

Analistas do Citi afirmaram que a nova regra custará aos bancos europeus até 3 por cento do lucro em 2016.

(Joshua Franklin e Huw Jones)