10 de Novembro de 2014 / às 18:28 / em 3 anos

USDA reduz estimativa de safra recorde de milho nos EUA; eleva soja

WASHINGTON (Reuters) - A safra de milho dos Estados Unidos, embora ainda em patamar recorde, será ligeiramente menor que a expectativa do mercado, segundo dados do Departamento de Agricultura (USDA) divulgados nesta segunda-feira, potencialmente dando um impulso para os combalidos preços do cereal.

Os contratos futuros do milho negociados em Chicago subiam mais de 1 por cento por volta das 16h25 (horário de Brasília).

O USDA estimou a safra de milho do país em 14,407 bilhões de bushels, ante 14,475 bilhões do relatório de outubro. Operadores esperavam estimativa mais elevada, de 14,551 bilhões de bushels.

“Foi surpreendente ver a revisão para baixo da produção de milho. O mercado achava firmemente que um aumento aconteceria”, afirmou o estrategista-chefe da Allendale, Rich Nelson.

O departamento projetou uma safra norte-americana de soja em recorde de 3,958 bilhões de bushels (115,54 milhões de toneladas), alta de pouco menos de 1 por cento ante previsão de outubro, e ligeiramente abaixo da projeção do mercado, de 3,967 bilhões.

Os futuros da soja foram pressionados pelos dados estáveis para os estoques finais dos EUA na temporada 14/15, em 450 milhões de bushels, que dispararam realização de lucros no mercado.

O governo dos EUA elevou suas previsões de processamento e exportações em 30 milhões de bushels, somadas, para absorver uma safra maior, uma notícia positiva para processadores e exportadores.

A safra dos EUA está em processo final de colheita.

BRASIL

Em relação à safra brasileira de soja em 2014/15, que está em processo de plantio, o USDA manteve sua projeção de um recorde de 94 milhões de toneladas, deixando também sem alterações as projeções de exportações em 46,7 milhões de toneladas.

Dessa forma, com o ligeiro aumento da previsão de exportações dos EUA, de 46,27 milhões para 46,81 milhões de toneladas de soja, os norte-americanos voltariam a ocupar a liderança global em vendas externas da oleaginosa, após dois anos em que o Brasil liderou.

No caso de a safra brasileira ser confirmada por condições do tempo favoráveis, a produção poderia subir mais de 8 por cento ante os 86,7 milhões de toneladas de 13/14, quando a seca afetou a produção especialmente no Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O USDA ainda manteve estável a previsão de importação de soja pela China, maior importador global, em 74 milhões de toneladas, contra 70,36 milhões na temporada anterior.

Com reportagem adicional de Roberto Samora; em São Paulo

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