Dólar cai ante real após seis altas, em linha com exterior

segunda-feira, 10 de novembro de 2014 17:31 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, interrompendo sequência de seis altas consecutivas, em um movimento de ajuste técnico, na esteira da menor aversão ao risco nos mercados externos.

No cenário doméstico, investidores continuaram no aguardo do anúncio do próximo ministro da Fazenda e de mais sinais sobre como será a política econômica no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

O dólar caiu 0,55 por cento, a 2,5493 reais na venda, depois de recuar a 2,5313 reais na mínima do dia, queda de mais de 1 por cento. Nas seis sessões anteriores, a divisa acumulou avanço de 6,46 por cento.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 780 milhões de dólares.

"O dólar tem sido muito pressionado nas últimas semanas e hoje, com a agenda fraca, está dando um respiro e seguindo lá fora", disse o superintendente de câmbio da corretora TOV Reginaldo Siaca.

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a economia dos Estados Unidos gerou postos de trabalho em ritmo razoavelmente rápido em outubro, mas o crescimento dos salários continuou fraco, o que sugere que o Federal Reserve, banco central dos EUA, não terá pressa em começar a elevar as taxas de juros.

A perspectiva de que os juros norte-americanos continuarão quase zerados fez o dólar a se enfraquecer contra as principais moedas durante a manhã, levando o real às mínimas da sessão. Durante a tarde, o movimento perdeu força, com a moeda norte-americana passando a subir em relação a moedas como o euro e reduzindo a queda no Brasil.

Ainda assim, investidores aproveitaram o marasmo para liquidar posições, após fortes altas recentes motivadas por incertezas sobre a política econômica brasileira. O mercado quer, sobretudo, ver sinais de mudança na política fiscal brasileira, criticada por ser excessivamente expansionista e pouco transparente, e por isso a expectativa em relação ao novo ministro da Fazenda.

"O mercado está sem liquidez, está um pouco travado. Até sabermos a equipe econômica, não dá para saber muito bem o que vai acontecer", disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.   Continuação...