Ibovespa fecha em queda de 0,5%, com pressão de Vale e Ambev

terça-feira, 11 de novembro de 2014 18:03 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de bolsa paulista encerrou em queda nesta terça-feira, em um pregão em que o noticiário corporativo ganhou destaque, com Vale e Ambev entre as principais influências negativas, após terem suas recomendações cortadas por bancos estrangeiros.

O Ibovespa recuou 0,48 por cento, a 52.474 pontos. O giro financeiro do pregão foi pelo segundo dia reduzido, de 4,9 bilhões de reais, diante do cenário de incertezas sobre a futura equipe econômica do governo, além do feriado do Dia dos Veteranos nos Estados Unidos. As bolsas norte-americanas funcionaram normalmente, mas o mercado de Treasuries permaneceu fechado.

As ações da Vale recuaram mais de 3 por cento e puxaram para baixo também Bradespar, que tem participação na empresa. O ADR da mineradora teve a recomendação reduzida de "neutra" para "venda" pelo Citi, após a instituição cortar sua previsão para o preço médio anual do minério de ferro em 2015 e 2016 para 65 dólares a tonelada ante 80 dólares a tonelada.

"Já está se falando nos preços mais baixos do minério há algum tempo, mas o Citi disse que o preço pode chegar brevemente até a 50 dólares a tonelada --hoje está a 75 dólares--, o que preocupa", disse o sócio da Órama Investimentos Álvaro Bandeira.

O preço-alvo do ADR da Vale foi reduzido para 8 dólares ante 12,50 dólares pelos analistas do Citi.

O movimento da Vale também influenciou o setor siderúrgico, inclusive a ação da CSN, que teve a maior queda do Ibovespa do dia, de 4,5 por cento, a 7,48 reais. A recomendação do papel foi reiterada em "venda" pelo Citi e o preço-alvo passou para 7,50 reais, ante 8,50 reais.

Outra influência de baixa foi Ambev, que teve recomendação reduzida pelo JP Morgan para "neutra" ante "overweight".

No sentido contrário, as ações da Oi registraram a alta mais expressiva do Ibovespa, de 4,69 por cento. Investidores avaliaram os desdobramentos da oferta feita pela empresária angolana Isabel dos Santos pela Portugal Telecom SGPS, empresa que detém cerca de 25 por cento de participação na operadora brasileira.   Continuação...