Gol tem prejuízo de R$245,1 mi no 3o trimestre, pressionada por câmbio

terça-feira, 11 de novembro de 2014 21:31 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A companhia aérea Gol ampliou o prejuízo líquido no terceiro trimestre, na comparação anual, pressionada pela variação cambial no período.

A empresa informou nesta terça-feira um resultado negativo de 245,1 milhões de reais, ante prejuízo de 197 milhões um ano antes.

"Neste trimestre teve uma variação cambial que levou a um prejuízo, que não tem efeito caixa", disse à Reuters o vice-presidente-financeiro e de relações com investidores da Gol, Edmar Lopes, acrescentando que o resultado operacional da companhia ficou dentro do planejado.

"O nosso cenário é de perspectiva de um real mais fraco e a gente está se preparando para isso", acrescentou. Segundo ele, ainda é cedo para calcular se a demanda mais forte das festas de fim de ano será suficiente para reduzir o impacto do câmbio nos últimos meses de 2014.

A companhia divulgou em outubro que a receita por passageiro (Prask) subiu 9,1 por cento no terceiro trimestre sobre um ano antes, mas o yield, indicador de preços de passagens aéreas, caiu 2 por cento no período.

A taxa de ocupação avançou 7,9 pontos no terceiro trimestre, para 77,5 por cento, e Lopes vê espaço para crescimento. "A (taxa de ocupação) da indústria está rodando perto de 80 por cento. A gente ainda tem um espaço para atingir a média da indústria, mas dizer onde isso vai chegar é difícil", afirmou.

O executivo disse que o plano de aviação regional, que prevê ampliar o acesso da população ao transporte aéreo,com subsídios às companhias aéreas e investimentos em aeroportos regionais, pode ajudar no aumento desta taxa.

Ele também confirmou que a possível encomenda de novos jatos da família E-Jets E2 da fabricante de aeronaves Embraer, atualmente em negociação, seria utilizada dentro do programa de aviação regional.

"Sim (...). Qualquer aquisição, de qualquer aeronave na Gol não pode ser justificada por algo que pode ter um prazo para acabar. Um avião vai ser usado no mínimo por oito a dez anos", afirmou.   Continuação...