ANP e MME trabalham para esclarecer dúvidas do TCU sobre contrato com Petrobras

quinta-feira, 13 de novembro de 2014 12:41 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Ministério de Minas e Energia (MME) estão trabalhando em conjunto para reunir as informações necessárias para esclarecer dúvidas do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a contratação direta da Petrobras para a exploração dos volumes excedentes da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos, afirmou nesta quinta-feira o procurador-geral da autarquia, Tiago Macêdo.

O TCU decidiu por unanimidade, na quarta-feira, que o MME apenas dê prosseguimento à contratação direta da Petrobras após o aprimoramento dos estudos técnicos sobre a iniciativa.

O tribunal definiu ainda que a contratação seja concretizada apenas após a conclusão da revisão dos primeiros contratos da cessão onerosa, já prevista quando eles foram assinados, em 2010.

Em junho, quando o governo federal decidiu contratar a Petrobras para a exploração dos excedentes, a previsão era que os contratos para a exploração destes volumes adicionais seriam assinados ainda este ano.

Os contratos garantiriam à estatal reservas adicionais entre 10 bilhões e 15 bilhões de barris e levaria a um desembolso, segundo estimativa oficial, de 15 bilhões de reais em bônus e antecipações.

Um dos questionamentos do TCU é sobre os motivos da pressa para a assinatura dos contratos, já que os contratos originais da cessão onerosa ainda vão passar por revisões e as áreas podem apresentar volumes muito maiores de petróleo.

Quando o governo divulgou sua decisão de contratar diretamente a Petrobras, o mercado reagiu negativamente, com especulações de que houve uma corrida para a contratação devido à necessidade do governo de cumprir meta de superávit primário, já que a Petrobras deveria já pagar até dezembro uma parcela de 2 bilhões de reais, a título de bônus de assinatura.

Macêdo, da ANP, disse que a assinatura dos contratos agora dá maior segurança para a Petrobras iniciar a contratação de equipamentos necessários.

A petroleira previu anteriormente a necessidade de nove novas plataformas para produzir o petróleo adicional.   Continuação...