Economia da zona do euro cresce mais rápido que o esperado no 3º tri

sexta-feira, 14 de novembro de 2014 09:54 BRST
 

BRUXELAS (Reuters) - O crescimento econômico da zona do euro foi mais forte que o esperado no terceiro trimestre deste ano, mostraram dados preliminares publicados nesta sexta-feira, com a França superando projeções de mercado e a Alemanha afastando-se de recessão.

Segundo a agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) dos 18 países que compartilham o euro cresceu 0,2 por cento na comparação trimestral no período de julho a setembro, após expansão de 0,1 por cento nos três meses anteriores.

Na comparação anual, a zona do euro cresceu 0,8 por cento no terceiro trimestre, o mesmo ritmo visto no segundo trimestre, ante expectativas de mercado de expansão de 0,7 por cento.

"A economia da zona do euro ainda está crescendo, embora com ritmo lento, apesar de todos os alertas de hecatombe do FMI e de outros", disse o chefe de pesquisa de mercados financeiros e macroeconomia da ABN AMRO, Nick Kounis.

"Uma recuperação lenta em vez de recessão no terceiro (trimestre) parece estar nas cartas. Tendo dito isso, não há possibilidade de que as autoridades possam estar satisfeitas com este cenário", disse ele.

Dados da Eurostat mostraram que a maior economia da Europa, a Alemanha, cresceu 0,1 por cento no terceiro trimestre, em linha com as expectativas e evitando por pouco uma recessão graças ao forte aumento nos gastos dos consumidores e pequeno impulso de comércio exterior.

O Escritório de Estatísticas informou que o principal impulso positivo à economia alemã veio do consumo das famílias, "que aumentaram fortemente seus gastos", enquanto o comércio exterior mostrou "ligeiro efeito positivo sobre o PIB".

Em outros dados publicados nesta sexta-feira, a agência nacional francesa de estatísticas INSEE informou que a economia do país cresceu 0,3 por cento no terceiro trimestre, levemente acima da projeção de 0,2 por cento em pesquisa da Reuters e se recuperando ante contração de 0,1 por cento no segundo trimestre.

(Por Jan Strupczewski)