Vendas no varejo brasileiro desaceleram alta a 0,4% em setembro

sexta-feira, 14 de novembro de 2014 12:25 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro desaceleraram a alta a 0,4 por cento em setembro, na comparação com o mês anterior, com pior desempenho em importantes atividades e que corroboram o fraco momento da economia brasileira.

Na comparação com um ano antes, as vendas avançaram 0,5 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em agosto, as vendas haviam subido 1,2 por cento na comparação mensal e recuado 1 por cento na anual, em números revisados.

Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa era de que as vendas subissem 0,40 por cento em setembro na base mensal e 0,70 por cento na anual.

"Não dá para falar ainda em recuperação. São dois meses de alta depois de duas quedas fortes", afirmou a coordenadora da pesquisa, Juliana Paiva.

No trimestre, as vendas tiveram queda de 0,4 em relação ao segundo trimestre, que já havia recuado 0,9 por cento.

O IBGE informou que o volume de vendas em quatro das oito atividades pesquisadas no varejo restrito subiram em setembro na comparação mensal, mesmo com menos intensidade, com destaque para os segmentos de móveis e eletrodomésticos (1,8 por cento, ante 1,9 por cento em agosto) e combustíveis e lubrificantes (0,7 por cento, sobre 1,7 por cento).

Na ponta oposta, importantes categorias de uso mostraram retração, como hipermercados e supermercados (-0,3 por cento, ante alta de 0,1 por cento)

O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo teve alta de 0,70 por cento em setembro sobre o mês anterior, com avanço de 6,9 por cento na base anual.

Já o volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, subiu 0,5 por cento em setembro sobre o mês anterior, impulsionado por material de construção. Em agosto, na base mensal, o comércio varejista ampliado havia recuado 0,4 por cento.   Continuação...

 
Mulher com criança no colo examina máquina de lavar em uma loja de São Paulo. 18/02/2013.  REUTERS/ Nacho Doce