14 de Novembro de 2014 / às 17:38 / em 3 anos

HRT espera para este ano autorização da ANP para ter 100% do campo de Polvo

SÃO PAULO (Reuters) - A HRT espera para este ano a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para comprar os 40 por cento da dinamarquesa Maersk no campo de Polvo, na Bacia de Campos, e ficar com 100 por cento da área, o que foi negado pela agência no mês passado, em uma primeira análise, disse nesta sexta-feira à Reuters o diretor financeiro da petroleira brasileira, Ricardo Bottas.

Ao não autorizar a compra, a autarquia explicou que precisava de mais informações sobre os planos de investimentos da empresa na área. A HRT recorreu da decisão.

Bottas disse à Reuters que os planos de dois poços para o campo ainda não foram submetidos formalmente pela empresa à ANP, mas que a HRT apresentou os esclarecimentos necessários para ter a aquisição concretizada.

A autorização da ANP, segundo o diretor, é necessária para a HRT avançar nos investimentos na perfuração de novos poços, uma vez que a Maersk não tem mais interesse em permanecer investindo na área.

Bottas reiterou ainda que a empresa vai investir 75 milhões de dólares em Polvo, o que inclui gastos na manutenção da sonda de perfuração própria, já em atividade, e na perfuração dos dois poços. Com os investimentos, a expectativa é estender em até três anos a vida útil comercial do campo, hoje prevista para até 2017.

EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO

A HRT deve vender seu quinto carregamento de petróleo do campo de Polvo, na Bacia de Campos, de 500 mil barris, no fim de dezembro deste ano, afirmou Bottas, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre.

Desde que assumiu o campo já em produção, a companhia exportou quatro carregamentos de petróleo, com volume total de 1,8 milhão de barris, considerando apenas a participação de 60 por cento da HRT em Polvo.

A receita acumulada com venda de petróleo é de 402 milhões de reais.

O presidente da HRT, Milton Franke, disse não acreditar que o cenário de preços do petróleo possa prejudicar a companhia.

Segundo o executivo, reduzir custos e otimizar produção são os elementos importantes para produzir petróleo de forma competitiva, e é no que a empresa está trabalhando.

“Produzir petróleo como estamos produzindo ainda é um bom negócio no Brasil”, afirmou Franke, durante a teleconferência com analistas.

A petroleira teve lucro líquido de 9,5 milhões de reais no terceiro trimestre, frente a resultado negativo de 724,2 milhões de reais no mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas na noite de quinta-feira.

Por Marta Nogueira

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