Produção de aço cresce em outubro no Brasil, mas vendas caem no país

segunda-feira, 17 de novembro de 2014 16:06 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de aço bruto cresceu em outubro em relação ao mesmo período do ano passado, com as usinas optando por aproveitar o momento de real mais fraco contra o dólar para elevarem exportações, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo setor.

Em outubro, as siderúrgicas brasileiras produziram 3,052 milhões de toneladas de aço bruto, crescimento de 2,7 por cento sobre o mesmo mês de 2013 e de 5,5 por cento na comparação com setembro, informou o Instituto Aço Brasil (IABr).

O desempenho da produção foi o mais forte para um mês desde outubro de 2012, quando a produção de aço bruto do Brasil somou 3,107 milhões de toneladas.

Siderúrgicas como Usiminas, CSN e Gerdau sinalizaram nos últimos dias que optariam por direcionar mais produção ao mercado externo em um momento em que o mercado interno se mostra ainda deprimido e o câmbio favorece as exportações.

Como sinal do momento, as exportações de aço do Brasil em outubro saltaram 39 por cento sobre um ano antes, a 1,046 milhão de toneladas, enquanto as vendas no mercado interno caíram 10,6 por cento, a 1,798 milhão de toneladas.

O aumento na produção de outubro foi guiado por salto de 82,7 por cento no volume produzido de placas, produto semiacabado de baixo valor agregado, para 708 mil toneladas. Já a produção de laminados planos, usados em indústrias como de veículos e máquinas e equipamentos, caiu 5,9 por cento, enquanto em longos, utilizados em construção civil, houve queda de 7,4 por cento no volume produzido.

Parte do incremento na produção de placas deve-se à retomada em julho de alto-forno parado da ArcelorMittal no Espírito Santo, cuja produção é voltada à exportação.

As importações de aço pelo Brasil em outubro recuaram 19 por cento em volume sobre um ano antes, para 334 mil toneladas, caindo também na comparação com as 376 mil toneladas de setembro, segundo dados do IABr.

(Por Alberto Alerigi Jr., edição de Luciana Bruno)