Petrobras estuda criação de diretoria de compliance, diz CEO

segunda-feira, 17 de novembro de 2014 17:57 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O conselho de administração da Petrobras autorizou a diretoria da petroleira, na última sexta-feira, a desenvolver estudos para a criação de uma diretoria de compliance, com o objetivo de aprimorar suas práticas de governança, afirmou nesta sexta-feira a presidente da companhia, Maria das Graças Foster.

Os estudos estão sendo feitos em meio ao avanço das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que na última sexta-feira prendeu mais um ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, além de executivos de grandes empreiteiras do país, após uma série de denúncias de corrupção nos últimos meses envolvendo grandes obras da petroleira.

"Fizemos uma rápida síntese e obtivemos autorização para aprofundamento e preparação de proposta (de criação da diretoria)", afirmou a presidente da Petrobras, durante conferência com analistas de mercado, investidores e jornalistas. "Tivemos apoio irrestrito do conselho", destacou.

Sem entrar em detalhes, Graça Foster, como prefere ser chamada, disse que a empresa já aprovou como será a forma de trabalho desta diretoria.

A cúpula da empresa se empenhou nesta segunda-feira em apresentar ao mercado fatos que comprovem a preocupação da petroleira em apurar internamente as denúncias de corrupção e também evitar novos casos.

Mas as ações da empresa ampliaram perdas durante a tarde e fecharam em queda de 4,55 por cento, no caso das preferenciais, e de 5 por cento, para as ordinárias, com o mercado preocupado sobre o impacto de denúncias de corrupção nas contas da empresa.

A Petrobras poderá realizar eventuais baixas contábeis em seus ativos de acordo com o tamanho das propinas pagas na contratação das obras, tomando como base provas entregues à Justiça no âmbito da operação Lava Jato, disseram nesta segunda-feira os principais executivos da companhia.

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Presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em entrevista coletiva na sede da empresa no Rio de Janeiro. 17/11/2014 REUTERS/Sergio Moraes