Governo garante direção da Petrobras por ora; troca está decidida, dizem fontes

segunda-feira, 17 de novembro de 2014 21:55 BRST
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A substituição da diretoria da Petrobras, apesar de decidida pelo governo, não deve ser imediata, enquanto se desenvolvem as investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que indicam que a estatal poderá ter importantes perdas financeiras, dando mais munição para a oposição atacar a presidente Dilma Rousseff.

A substituição da cúpula da empresa, que incluiria a saída da presidente-executiva, Maria das Graças Foster, dificilmente ocorrerá até o final deste ano, na avaliação de duas fontes do Palácio do Planalto ouvidas pela Reuters nesta segunda-feira.

Uma delas disse, sob condição de anonimato, que a tendência é aguardar a investigação avançar um pouco mais para que o quadro fique mais claro.

"Não acredito que a investigação vai acelerar esse processo (de troca no comando da estatal)", disse essa fonte à Reuters.

Uma segunda fonte do Planalto avaliou que ainda é muito cedo para promover mudanças, até porque ainda haverá um longo processo de delação premiada nas investigações, que poderiam apontar novos envolvidos na estatal.

Essa fonte admitiu que a preocupação do governo com a companhia é grande, mas que há pouco que o Executivo possa fazer no momento para reverter o quadro atual.

As duas fontes trataram do tema como se a mudança no comando da empresa já estivesse definida. Mas indicaram que o melhor momento para a substituição não é agora.

Graça Foster, como gosta de ser chamada a presidente da Petrobras, deixaria o cargo apesar de ter ampla confiança da presidente Dilma. As duas ainda são consideradas amigas.   Continuação...

 
Sede da Petrobras no centro do Rio de Janeiro na semana passada. 14/11/2014 REUTERS/Sergio Moraes