Toyota busca replicar sucesso do Prius com Mirai movido a célula combustível

terça-feira, 18 de novembro de 2014 11:33 BRST
 

NEWPORT BEACH Califórnia/TÓQUIO (Reuters) - A Toyota vai lançar seu primeiro carro movido a célula combustível a hidrogênio para o mercado de massa no mês que vem, esperando reproduzir o sucesso de seu híbrido Prius com um veículo que funciona com hidrogênio em vez de gasolina.

O sedan de quatro lugares, chamado de Mirai, palavra que em japonês significa "futuro", será lançado primeiro em quatro cidades no Japão em 15 de dezembro. As vendas nos Estados Unidos e na Europa virão depois no quarto trimestre de 2015, disse a maior montadora do mundo, revelando o carro simultaneamente em Tóquio e no Estado norte-americano da Califórnia.

Os "carros verdes" perfeitos, veículos movidos a célula combustível funcionam com eletricidade gerada ao misturar combustível de hidrôgenio e o oxigênio do ar --uma tecnologia usada pela primeira vez no projeto Apollo na década de 1960. Os únicos derivados são calor e água --uma água tão pura que os astronautas na Apollo a beberam.

"Essa tecnologia irá mudar nosso mundo", disse o diretor administrativo da Toyota, Satoshi Ogiso, na apresentação em Newport Beach.

O Mirai custará 6,7 milhões de ienes (57.460 dólares) antes de impostos no Japão, que nesta terça-feira anunciou um subsídio de 2,02 milhões de ienes para compras de veículos movidos a célula combustível.

A Toyota visa vender apenas 700 globalmente no ano que vem, principalmente devido à escassez de postos de combustível de hidrogênio, disseram executivos. A companhia espera que as vendas cumulativas nos Estados Unidos alcancem 3 mil até o final de 2017.

O presidente do Conselho da Toyota, Takeshi Uchiyamada, que liderou o desenvolvimento da primeira geração do Prius, disse esperar que as vendas globais cresçam para a casa das "dezenas de milhares" nos anos 2020.

(Por Nichola Groom e Chang-Ran Kim)

 
Vice-presidente executivo da Toyota Motor, Mitsuhisa Kato, posa em frente ao novo carro da empresa, Mirai, em Tóquio. 18/11/2014  REUTERS/Yuya Shino