18 de Novembro de 2014 / às 21:18 / 3 anos atrás

Sueca iZettle prevê 150 mil clientes em pagamentos móveis no Brasil até dezembro

SÃO PAULO (Reuters) - De carona no movimento histórico de expansão do setor de cartões no Brasil, a empresa sueca de meios de pagamentos móveis iZettle fez do país seu segundo mercado mais importante, e deve quadruplicar o número de clientes em pouco mais de um ano.

“Estamos prevendo chegar a 150 mil usuários até dezembro”, disse nesta terça-feira a jornalistas o presidente-executivo da companhia no Brasil, Anders Norinder.

A empresa chegou ao país em agosto de 2013 e formou com o Santander Brasil uma joint venture cujo principal produto é o pequeno equipamento que, acoplado a smartphones ou tablets, os transoforma em POS, os terminais usados para processar pagamentos em compras com cartões.

O recurso tem sido mais amplamento usado, disse Norindes, por empreendedores individuais, como os profissionais de vendas diretas, taxistas e outros empreendedores individuais.

Criada em 2010, a iZettle tem operações em mais sete países, além de Brasil e da própria Suécia. A companhia, que tem entre os investidores a Mastercard e o próprio Banco Santander, captou 40 milhões de euros para entrar em mais mercados.

Por aqui, a companhia tem crescido num momento em que o ritmo dos gastos de brasileiros com cartões de crédito e de débito desacelera, acompanhando o continuado cenário de fraco crescimento da economia.

Mais cedo neste mês, a Abecs, entidade que representa o setor, estimou que o segmento terá em 2015 o sexto ano consecutivo de desaceleração.

Diante disso, as empresas de meios de pagamento vêm ampliando o uso de novos canais, como telefones celulares, para acelerar, ou ao menos impedir, a queda nas vendas.

Segundo estudo divulgado nesta terça-feira pela Visa, os ‘pagamentos móveis’ movimentam algo como 1 bilhão de dólares por ano no país, o equivalente a apenas 0,5 por cento dos pagamentos com cartões.

“Olhando para o que já aconteceu em outros mercados, o potencial de crescimento é enorme no Brasil”, disse Norinder, que já presidiu no país as operações da montadora Volvo, também sueca.

Por Aluísio Alves; Edição de Luciana Bruno

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