PF errou ao mencionar diretor da Petrobras como suspeito, diz empresa

quarta-feira, 19 de novembro de 2014 17:58 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras foi informada nesta quarta-feira que a Polícia Federal cometeu erro ao mencionar o nome do diretor de Abastecimento da estatal, José Carlos Cosenza, como um dos "eventuais beneficiários de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras".

Cosenza substituiu Paulo Roberto Costa, que é um dos principais delatores do suposto esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos.

A estatal disse em nota que tomou conhecimento de que o delegado Márcio Adriano Anselmo, da Superintendência Regional do Paraná do Departamento de Polícia Federal, enviou nesta quarta-feira ofício ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal no Paraná, informando que houve um "erro material" ao mencionar o nome do diretor de Abastecimento.

O documento encaminhado ao juiz destaca ainda, segundo a Petrobras, que "não há, até o momento, nos autos, qualquer elemento que evidencie a participação do atual diretor no esquema de distribuição de vantagens ilícitas no âmbito da Petrobras" e que "nenhum dos presos na sétima fase da operação Lava Jato pontuou qualquer relação de José Carlos Cosenza com os fatos ora em apuração".

A Petrobras reitera que vem colaborando com os órgãos públicos de investigação dos fatos.

A estatal demitiu um funcionário ligado à Diretoria de Engenharia, Tecnologia e Materiais após a identificação de cerca de 15 empregados suspeitos de irregularidades em contratações de obras em refinarias, disse nesta quarta-feira uma fonte próxima às apurações à Reuters.

A exoneração ocorreu como resultado de investigação de uma comissão interna da estatal que identificou supostos desvios de recursos em contratos com empreiteiras ligadas às obras da Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Segundo a fonte, que preferiu não ser identificada, o funcionário demitido era ligado à Diretoria de Engenharia, a mesma do ex-diretor Renato Duque, preso na última sexta-feira em operação Lava Jato, da Polícia Federal.

A fonte não revelou o nome do funcionário demitido. Procurada, a Petrobras não se pronunciou imediatamente sobre o assunto.