Petrobras diz que faz mudança gerencial, não demissão

quarta-feira, 19 de novembro de 2014 19:29 BRST
 

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras afirmou nesta quarta-feira que vem promovendo mudanças em seu quadro gerencial, e que não realizou demissão por conta suspeitas de atos ilícitos em contratações de obras em refinarias, conforme disse uma fonte à Reuters.

Segundo a Petrobras, as "mudanças" ocorrem em função dos resultados de comissões internas de apuração que apontaram "o não cumprimento de procedimentos normativos internos".

"É importante ressaltar que não houve demissões da companhia, já que não há evidência até o momento de dolo, má fé ou recebimento de benefícios por parte desses empregados citados nos relatórios das comissões internas de apuração", disse a empresa em nota.

Segundo a Petrobras, as funções gerenciais não são permanentes, sendo portanto de livre nomeação a qualquer momento por parte da Petrobras.

Mais cedo, uma fonte próxima às apurações da Petrobras disse à Reuters que a estatal demitiu um funcionário ligado à Diretoria de Engenharia, Tecnologia e Materiais após a identificação de cerca de 15 empregados suspeitos de irregularidades.

A exoneração ocorreu como resultado de investigação de uma comissão interna da estatal que identificou supostos desvios de recursos em contratos com empreiteiras ligadas às obras da Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), segundo a fonte, que preferiu não ser identificada.

Alguns suspeitos estariam ligados ao funcionário demitido e também estariam próximos de ser exonerados, segundo a fonte.

"Não é suspeita de irregularidade, é um passo além, eles já estão objetivamente na comissão como responsáveis", afirmou a fonte.

A demissão ocorreu enquanto a Polícia Federal toma depoimentos de executivos de empreiteiras presos na última sexta-feira, no âmbito da Operação Lava Jato, no mesmo dia da detenção de Renato Duque, ex-diretor de Engenharia da Petrobras.   Continuação...

 
Sede da estatal Petrobras no centro do Rio de Janeiro, em abril. 11/04/2014 REUTERS/Ricardo Moraes