Banco central chinês corta taxas de juros para impulsionar economia

sexta-feira, 21 de novembro de 2014 11:56 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - A China cortou de modo inesperado as taxas básicas de juros nesta sexta-feira intensificando os impulsos para crescimento na segunda maior economia do mundo, que caminha para seu crescimento anual mais lento quase 25 anos.

O corte --a primeira em mais de dois anos-- surge conforme a atividade industrial caiu em estagnação e o mercado imobiliário, há muito um pilar de crescimento, permanece fraco, pressionando a atividade de maneira mais ampla e reduzindo a demanda em geral.

"É uma surpresa, outro especial de sexta-feira", disse o economista-chefe para Ásia da Capital Economics, Mark Williams. "(Os cortes) podem não ter um grande impacto no crescimento do PIB. Isso dependerá de as autoridades também permitirem que a taxa de crescimento de crédito acelere".

O banco central chinês informou que cortou a taxa de juros de um ano para empréstimos em 0,40 ponto percentual, para 5,6 por cento. A taxa de depósito de um ano teve uma redução menor, de 0,25 ponto percentual, informou o banco, acrescentando que as reduções entrarão em vigor em 22 de novembro.

Ao mesmo tempo, o Banco do Povo informou também que vai liberar mais as taxas de juros da China elevando o teto para taxas de depósito a 1,2 vez o nível de referência, sobre 1,1 vez.

"Eles estão cortando os juros e liberando as taxas ao mesmo tempo para que os estímulos não sejam tão nocivos", disse o economista da Shenyin e Wanguo Securities, Li Huiyong.

Os riscos enfrentados pela economia chinesa não são tão assustadores, e o governo está confiante de que pode afastar os perigos, disse o presidente Xi Jinping a líderes empresariais globais neste mês, buscando dissipar receios sobre a economia mundial.

Xi disse que mesmo que a economia chinesa cresça 7 por cento, essa expansão ainda a colocaria na vanguarda das economias mundiais.

(Por Jason Subler, Koh Gui Qing e Jake Spring)

 
Bandeira da China hasteada em frente à sede do banco central chinês, em Pequim. 16/05/2014. REUTERS/Petar Kujundzic