Investidores gostam de escolha de equipe econômica e dólar cai 2%, a R$2,52

sexta-feira, 21 de novembro de 2014 17:29 BRST
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda de mais de 2 por cento e voltou a 2,52 reais nesta sexta-feira, repercutindo positivamente o noticiário sobre a próxima equipe econômica, que gerou nos investidores a percepção de que a presidente Dilma Rousseff estaria mais aberta a mudanças em sua política econômica.

Ajudou também o corte inesperado da taxa básica de juros na China, que pode levar à migração de capitais atualmente aplicados no gigante asiático para outros mercados emergentes, como o Brasil.

A moeda norte-americana recuou 2,05 por cento, a 2,5216 reais na venda, maior queda diária desde 30 de outubro, um dia após o Banco Central surpreender os mercados e elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, a 11,25 por cento. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 840 milhões de dólares.

Na semana, o dólar acumulou queda de 3,04 por cento, mas no mês ainda acumula alta de 1,73 por cento.

"Ela (a presidente Dilma) percebeu que vai ter que chamar alguém para botar ordem na casa", disse o superintendente de derivativos da CGD, Jayro Rezende, ressaltando que o mercado vai buscar sinais de que essa postura será adotada de forma duradoura, e não apenas como uma solução de curto prazo.

Na reta final do pregão, notícia veiculada pela Folha de S.Paulo de que o atual diretor-superintendente do Bradesco Asset Mangement e ex-secretário do Tesouro, Joaquim Levy, será nomeado para o Ministério da Fazenda e o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa deve assumir o Ministério do Planejamento levou o dólar a ampliar as quedas.

O atual presidente do BC, Alexandre Tombini, deve continuar no comando da autoridade monetária, afirmou uma fonte do governo à Reuters.

O Planalto informou, contudo, que o anúncio dos novos ministros não deve ocorrer nesta sexta-feira.   Continuação...