Bovespa tem maior alta diária em mais de 3 anos, impulsionada por China e equipe econômica

sexta-feira, 21 de novembro de 2014 18:29 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com a maior alta em mais de três anos nesta sexta-feira, garantindo o melhor desempenho semanal desde 2009, com o principal índice acelerando os ganhos após a mídia noticiar que o ex-secretário do Tesouro Nacional Joaquim Levy será o novo ministro da Fazenda e que Nelson Barbosa irá para a pasta do Planejamento.

O pregão paulista já vinha embalado desde a abertura pela expectativa do anúncio da equipe econômica, que segundo o Palácio do Planalto não será nesta sexta-feira, e pela repercussão favorável do surpreendente corte de juros na China.

O Ibovespa subiu 5,02 por cento, a 56.084 pontos, maior patamar de fechamento desde 15 de outubro. A diária foi a maior desde 9 de agosto de 2011. O avanço foi puxado principalmente pelas ações de bancos, da Petrobras e da Vale.

Na volta do feriado de quinta-feira em várias cidades brasileiras, incluindo a capital paulista, o volume financeiro do pregão atingiu 12,4 bilhões de reais, quase o dobro da média mensal, de 6,4 bilhões de reais até o dia 19.

Na semana, o principal índice do mercado acionário brasileiro subiu 8,35 por cento, melhor desempenho semanal desde o início de maio de 2009. Com o desempenho da sessão, o Ibovespa também passou a contabilizar alta de 2,7 por cento em novembro, depois de acumular queda de 6 por cento no pior momento do mês. No ano, o índice acumula alta de 8,9 por cento.

Em meio à indefinição sobre o anúncio da nova equipe econômica, o site do jornal Folha de S.Paulo cravou no meio da tarde que a presidente Dilma Rousseff escolhera Levy, que atualmente comanda a Bradesco Asset Mangement, gestora de ativos do Bradesco para assumir a Fazenda, e que o ex-secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, assumirá a pasta do Planejamento, no seu segundo mandato.

Mais cedo, um fonte ouvida pela Reuters disse que já estava definido que Alexandre Tombini permaneceria à frente do Banco Central.

"Acredito que o mercado hoje já precifica cerca de 80 por cento deste cenário. A confirmação destes nomes pode ajudar a dar sustentação aos mercados locais no curto prazo e, até mesmo, estimular mais uma rodada de apreciação dos ativos brasileiros", afirmou o gestor de fundo no Rio de Janeiro, que pediu para não ter o nome citado.   Continuação...