BRF planeja ter 20% da receita gerada no Oriente Médio até 2020

quarta-feira, 26 de novembro de 2014 14:16 BRST
 

ABU DHABI (Reuters) - A empresa brasileira de alimentos BRF, maior exportadora global de carne de frango, pretende elevar sua receita gerada no Oriente Médio para ao menos 20 por cento do faturamento total até 2020, com a ajuda da maior demanda por alimentos congelados, disse o próximo presidente da companhia nesta quarta-feira.

A BRF inaugurou nesta quarta-feira uma fábrica de processados em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, sua primeira unidade industrial no Oriente Médio, que irá produzir pizzas, hambúrgueres e itens de panificação, entre outros, e empregar 1.400 funcionários.

O investimento inicial foi da ordem de 160 milhões de dólares, mas o grupo planeja expandir a capacidade em 30 por cento, para 100 mil toneladas até 2020.

O Oriente Médio é o maior destino das exportações da BRF e atualmente contribui com 17 por cento da receita da empresa, com vendas principalmente de produtos Sadia com certificação halal (alimentos autorizados para consumo de muçulmanos sob a lei islâmica).

"Nossa fatia de mercado está crescendo entre 5 a 10 por cento no Oriente Médio nos últimos cinco anos, apesar da Primavera Árabe", disse à Reuters o presidente da divisão internacional da BRF, Pedro Faria, que irá assumir o cargo de presidente global em janeiro.

A crescente população do Oriente Médio e o aumento do consumo de comidas congeladas em relação aos produtos resfriados criaram oportunidades de crescimento, acrescentou.

"Com a nova linha de produção em Abu Dhabi e a expansão planejada, uma meta de fatia de 20 por cento da receita é boa e factível nos próximos cinco anos", disse.

A BRF também está investindo em logística, distribuição e vendas. Este ano, adquiriu a Federal Foods, de Abu Dhabi, e 40 por cento da Al Khan Foods, de Omã, além de estar perto de concluir um acordo com a Al Yasra Foods, do Kuweit, que colocará parte do seu negócio de produtos congelados em uma joint-venture com a BRF.

O custo total dos três investimentos no Oriente Médio é de 200 milhões de dólares.

(Por Stanley Carvalho)