Correios de Portugal rejeita entrar na compra de ativos da Portugal Telecom

quinta-feira, 27 de novembro de 2014 10:30 BRST
 

LISBOA (Reuters) - A Correios de Portugal (CTT) não estão considerando a compra de qualquer participação nos ativos da Portugal Telecom controlados pela Oi, anunciou a companhia portuguesa de serviços postais nesta quinta-feira.

Na véspera, o jornal português Diário Económico noticiou, citando uma fonte próxima do processo, que a CTT estaria avaliando a possibilidade de fazer um acordo com os fundos Apax Partners e Bain, para ficar com uma participação de 20 por cento em uma proposta conjunta para compra dos ativos portugueses da Oi.

"A CTT não irá participar em qualquer proposta firme conjunta com os ditos fundos por referência à aquisição da PT Portugal, nem está considerando qualquer tipo de investimento de capital na PT Portugal, pelo que as notícias (...) divulgadas não correspondem à realidade", afirmou a companhia em comunicado.

"A CTT, no âmbito do desenvolvimento da sua estratégia e para potenciar as alavancas de crescimento divulgadas, continua a equacionar a celebração de acordos com potenciais parceiros da área de telecomunicações, incluindo a PT Portugal ou os seus potenciais compradores, visando a potenciação de sinergias", completou a empresa.

Em 12 de novembro, as empresas de private equity Apax e Bain fizeram uma oferta conjunta de 7,075 bilhões de euros pelos ativos portugueses da Oi, um valor mais elevado que a proposta inicial de 7,025 bilhões de euros da francesa Altice.

Nesta quinta-feira, o conglomerado Semapa anunciou ter fechado memorando de entendimento com Apax e Bain para comprar os ativos portugueses da Oi, podendo ficar com entre 5 a 10 por cento do capital da companhia portuguesa de telecomunicações.

A empresária angolana Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) geral sobre a PT-SGPS, oferecendo 1,35 euro por ação, visando manter intacta a empresa portuguesa ao travar a venda dos ativos portugueses de telecomunicações da Oi. A PT-SGPS tem 25,6 por cento da Oi.