Petrobras tem lista de envolvidos em possíveis irregularidades em compra de Pasadena

quinta-feira, 27 de novembro de 2014 12:51 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O conselho de administração da Petrobras aprovou em sua última reunião um relatório de investigação interna apontando possíveis irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, e a companhia já tem uma lista de pessoas que podem ser punidas.

A informação foi dada nesta quinta-feira pelo conselheiro Sérgio Quintella, um dos representantes do governo federal no conselho da estatal, após evento do setor de energia no Rio de Janeiro.

Em entrevista a jornalistas, o conselheiro não detalhou os problemas que a comissão interna encontrou em relação à refinaria.

"O conselho já aprovou o relatório de Pasadena, um relatório conclusivo, com uma série de propostas de correição, e agora virão os outros: a Refinaria do Nordeste (Rnest), o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), e mais uns dois ou três", disse Quintella.

O conselheiro, que também é vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas, não detalhou quantas pessoas envolvidas na compra da refinaria de Pasadena podem ser punidas.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou em meados do ano possíveis irregularidades na compra da refinaria de Pasadena e pode condenar os envolvidos a pagar quase 800 milhões de dólares à estatal. A Petrobras, por sua vez, disse na oportunidade que garantiria a defesa dos seus ex-gestores e atuais citados em processo do TCU.

A Petrobras informou ao mercado que constituiu, em 24 de março, uma comissão interna para apurar os processos de compra de Pasadena, no Texas.

De acordo com o conselheiro, são muitos relatórios que estão sendo avaliados, mas os que mais chamaram a atenção foram os que analisam Pasadena, além das obras na Rnest e Comperj.

Sobre a criação de uma diretoria de Governança, com o objetivo prevenir corrupção, Quintella afirmou que foi aprovada por unanimidade pelo conselho da Petrobras.   Continuação...

 
Entrada principal da sede da Petrobras no Rio de Janeiro. 14/09/2014. REUTERS/Sergio Moraes