Levy e Barbosa defendem rigor fiscal e anunciam meta de 1,2% do PIB para 2015

quinta-feira, 27 de novembro de 2014 22:04 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - A nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, confirmada nesta quinta-feira, defendeu um maior rigor e transparência fiscal e anunciou uma nova meta de superávit primário para o próximo ano, em um discurso que agradou ao mercado como um primeiro sinal de mudança na política econômica.

Joaquim Levy assumirá o Ministério da Fazenda, enquanto Nelson Barbosa irá para o Planejamento e Alexandre Tombini permanecerá à frente do Banco Central, uma trinca com perfil mais ortodoxo e com a incumbência de resgatar a confiança dos agentes econômicos, colocar o Brasil de volta ao crescimento econômico e manter as conquistas sociais.

"O equilíbrio da economia é feito para que a gente possa continuar com o avanço social que a gente alcançou", disse Levy, que iniciou seu pronunciamento defendendo transparência e previsibilidade na condução da política econômica, especialmente das contas fiscais.

Barbosa, que coordenará os programas de investimento do governo federal, incluindo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida, ressaltou que a continuidade dos programa sociais depende da estabilidade econômica.

"A continuidade do processo de inclusão social depende da estabilidade econômica, depende da estabilidade da inflação, depende do crescimento da economia, depende da confiança e da manutenção da estabilidade fiscal e monetária. Então não acho que as duas coisas sejam contraditórias", disse o nomeado para o Planejamento ao lado de Levy e Tombini, em cerimônia no Palácio do Planalto.

META FISCAL FACTÍVEL

Levy defendeu um superávit primário do setor público consolidado de no mínimo 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2016 para levar a uma redução da dívida bruta, mas anunciou uma meta de superávit menos ambiciosa para o próximo ano.

"O objetivo imediato do governo e do Ministério da Fazenda do Brasil é estabelecer uma meta de superávit primário para os três próximos anos, compatível com a estabilização e declínio da relação dívida bruta do governo geral com o percentual do PIB... considerando o nível de reservas externas estável."   Continuação...

 
Joaquim Levy, indicado para assumir o Ministério da Fazenda, concede entrevista coletiva durante anúncio da nova equipe econômica do governo, no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. 27/11/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino