Petrobras recua 4,7% e arrasta Bovespa para território negativo; bolsa tem desempenho pífio no mês

sexta-feira, 28 de novembro de 2014 18:40 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A forte queda das ações da Petrobras colocou o principal índice da Bovespa no vermelho nos minutos finais do pregão desta sexta-feira, em mais um dia de declínio expressivo do petróleo no mercado externo, o que ampliou as perdas do Ibovespa na semana e levou a um resultado mensal tépido.

O fechamento antecipado em Wall Street devido ao feriado de Ação de Graças na véspera afetou a liquidez local no último pregão de novembro, com alta do dólar frente ao real e o comportamento dos papéis da Vale também ditando o tom nos negócios na capital paulista.

Após passar praticamente toda a sessão no azul, o Ibovespa encerrou com queda de 0,10 por cento, a 54.664 pontos. O desempenho na semana ficou negativo em 2,53 por cento, levando o índice a fechar novembro com variação positiva de apenas 0,07 por cento.

O giro financeiro do dia somou 5,3 bilhões de reais, abaixo da média de cerca de 7 bilhões de reais no ano.

Para sócio e fundador da Humaitá Investimentos, Frederico Mesnik, a bolsa brasileira ficará reagindo a eventos de curto prazo, do dia a dia, como foram o petróleo e o câmbio nesta sexta-feira, até que se tenha um cenário mais claro da direção do país, que, para ele, só deve vir no início de 2015.

"O mercado não tem tendência (de longo prazo) até que a nova equipe econômica apresente uma política clara fiscal, para o investimento e de concessão, e que seja crível", disse.

E o cenário não deve ser fácil. Dados divulgados nesta sexta cedo mostraram que a economia brasileira saiu da recessão técnica no terceiro trimestre, mas o crescimento de apenas 0,1 ante três meses anteriores não animou. Ao mesmo tempo, o setor público voltou a apresentar desempenho fiscal ruim em outubro.

Nesta sessão, a manutenção da queda do petróleo no mercado externo, após a Arábia Saudita bloquear na quinta-feira o pedido dos membros mais pobres da Opep para que fosse reduzida a produção, voltou a pressionar a Petrobras, com as ações fechando em queda de quase 5 por cento.   Continuação...