FOCUS-Top 5 vê aperto monetário maior nesta semana, com Selic a 11,75%

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 10:51 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central deve acelerar o passo nesta semana e elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, segundo os economistas de instituições financeiras que mais acertam as projeções na pesquisa semanal Focus da própria autoridade monetária, divulgada nesta segunda-feira.

Para 2015, o Top 5 manteve suas contas e vê que a taxa básica de juros encerrará a 12 por cento no cenário de médio prazo. Para o cenário de curto prazo, no entanto, a projeção subiu a 12,25 por cento.

No levantamento da semana anterior, as estimativas eram de que a Selic encerraria 2014 e 2015 a 11,50 e 12 por cento, respectivamente, em ambos os cenários.

Já a mediana de todos os economistas consultados não mudou, com a Selic fechando este ano a 11,50 por cento e, o próximo, a 12 por cento ao ano.

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC divulga qual será a Selic para os próximos 45 dias. No encontro de outubro, logo após o segundo turno das eleições que reelegeu a presidente Dilma Rousseff, deu início ao um novo ciclo de aperto monetário, elevando a taxa em 0,25 ponto percentual, para o atual patamar de 11,25 por cento.

Mas, diante do sinais de que a inflação ainda continua elevada, muitos especialistas passaram a ver que o BC vai acelerar o passo agora.

Pelo Focus, a projeção de alta do o IPCA foi mantida em 6,43 por cento neste ano, e elevada a 6,49 por cento em 2015, sobre 6,45 por cento antes. Em ambos os casos, os números estão muito próximos ao teto da meta --de 4,5 por cento, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Sobre a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o Focus mostrou que houve ligeira redução neste ano a 0,19 por cento, sobre 0,20 por cento na semana anterior. Para 2015, a estimativa de expansão da economia foi a 0,77 por cento, ante 0,80 por cento.

Na última sexta-feira, foi divulgado que o PIB do Brasil cresceu apenas 0,1 por cento no terceiro trimestre, abaixo do esperado. [nL2N0TI0N6]   Continuação...

 
Um homem saindo da sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino