1 de Dezembro de 2014 / às 19:29 / em 3 anos

Azul pede registro para IPO no Brasil e nos Estados Unidos

SÃO PAULO (Reuters) - A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, terceira maior companhia aérea do país, pediu registro para uma oferta inicial de ações no Brasil e nos Estados Unidos, retomando tentativa de abrir capital que havia sido abandonada no ano passado por condições desfavoráveis do mercado.

Em documentos entregues à Securities and Exchange Commission (SEC), reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos, a Azul informou que pretende listar ações preferenciais no Brasil, no nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa e recibos de ações (ADRs) na Bolsa de Nova York. À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa fez pedido de registro de companhia aberta em nome de Azul SA.

Os recursos provenientes da operação serão usados para a compra de jatos da Embraer e ATRs, financiar investimentos em aumento do número de rotas e pagamento de dívidas, segundo prospecto publicado na SEC.

A companhia afirma no prospecto que pretende adicionar 12 aeronaves de corredor duplo da Airbus em sua frota. As aeronaves serão usadas para atendimento de voos para a Flórida a partir do final deste ano e também para Nova York, onde a empresa pretende iniciar voos de Campinas (SP) ao aeroporto JFK, em meados do próximo ano. Os aviões também serão usados em mercados de alta densidade no Brasil, segundo o prospecto.

Do total de aviões, sete são A330s com entrega prevista para até o início de 2015 e cinco são A350s de nova geração a serem entregues entre 2017 e 2018.

Além disso, 30 jatos regionais de próxima geração da Embraer substituirão aviões de gerações mais antigas a partir de 2020.

A Azul havia informado no final de semana que 63 aeronaves Airbus A320neo serão incorporadas a sua frota entre 2016 e 2023.

Ao final do terceiro trimestre, a companhia operava 103 destinos, com 864 viagens por dia e 217 rotas. A frota total era formada por 145 aeronaves, das quais 56 sob propriedade da Azul.

Procurada pela Reuters, a companhia não forneceu mais informações de imediato, afirmando que está em período de silêncio devido à retomada do IPO.

A Azul disse que Morgan Stanley, Itaú BBA, Goldman Sachs, Santander Investment Securities, Banco do Brasil Securities, Raymond James & Associates, Banco Pine e Deutsche Bank Securities atuarão como coordenadores internacionais da oferta.

Os coordenadores nacionais serão Morgan Stanley, Itaú BBA, Goldman Sachs, Santander, BB Investimento, Pine Investimentos e Deutsche Bank.

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