Bovespa recua 4,4%, maior queda em 2 meses, por temores sobre carga tributária e China

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 18:19 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa abriu dezembro com forte queda, em meio a um quadro adverso para commodities no exterior, após a divulgação de dados econômicos desfavoráveis da China, e com preocupações sobre eventual aumento da carga tributária visando reequilibrar as contas públicas brasileiras.

O Ibovespa recuou 4,37 por cento, a 52.276 pontos, na maior queda diária desde 29 de setembro, quando terminou em baixa de 4,52 por cento. Todos os papéis da carteira encerraram no vermelho.

O volume financeiro do pregão somou 7,5 bilhões de reais.

O anúncio da nova equipe econômica com Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda na última semana agradou o mercado em um primeiro momento, ao representar um passo na direção de políticas mais ortodoxas.

Mas especulações sobre eventuais medidas fiscais, principalmente relacionadas a tributos, trouxeram nessa sessão preocupações sobre o potencial impacto para companhias e investidores, disseram à Reuters profissionais do mercado.

As apreensões com medidas tributárias encontraram suporte em reportagens da Folha de S.Paulo citando que a nova equipe econômica vai optar por aumento de tributos para fechar as contas públicas, bem como que governadores eleitos do PT articulam a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Em nota a clientes, o estrategita da XP Inventimentos, Celson Plácido, também citou que havia investidores atribuindo a forte queda da bolsa a rumores sobre tributação de dividendos e extinção de juros sobre capital próprio.

Plácido lembrou que tramita, desde março, na Câmara dos Deputados projeto de lei dos deputados petistas Renato Simões e Ricardo Berzoini sobre o tema.   Continuação...