CGU instaura mais sete processos contra empregados e ex-empregados da Petrobras

terça-feira, 2 de dezembro de 2014 14:38 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou mais sete processos administrativos punitivos contra empregados, gerentes e ex-gerentes da Petrobras, por suposto envolvimento em esquema de recebimento de suborno para a assinatura de contratos com a empresa holandesa SBM Offshore, que afreta plataformas de petróleo, disse a CGU nesta terça-feira.

A decisão, proferida pelo ministro-chefe da controladoria, Jorge Hage, foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU). Essas investigações da CGU não têm ligação com a operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura suposto esquema de corrupção e sobrepreço nos contratos da Petrobras.

A CGU disse ainda que a corregedoria do órgão também instaurou duas sindicâncias patrimoniais, processo que apura suspeita de variação do patrimônio de funcionários incompatível com a renda conhecida. Entre os investigados, segundo nota enviada à imprensa, estão cinco gerentes e dois ex-gerentes da estatal.

Em meados de novembro, Hage afirmou em entrevista a jornalistas que a CGU investigava cerca de 20 pessoas, dentre funcionários e ex-funcionários da Petrobras, por suposto envolvimento em esquema ilícito que envolve a SBM.

Até aquela data, investigações envolvendo seis dessas pessoas já estavam em estágio de processo punitivo no âmbito da CGU e havia também uma sindicância patrimonial.

A instauração de processos punitivos é resultado da sindicância investigativa instaurada pela CGU no primeiro semestre, com foco nas relações entre a Petrobras e a SBM.

Caso sejam considerados culpados, funcionários poderão ser demitidos e ex-funcionários poderão ter suas demissões convertidas em justa causa e até mesmo serem impedidos de retornar a empregos públicos.

A CGU também determinou a abertura de processo de punição contra a SBM. Caso a empresa seja julgada culpada e não haja um acordo entre as partes, a holandesa poderá ser proibida de realizar novos contratos com a estatal.

(Por Marta Nogueira)