Bovespa recua 7% nos últimos cinco pregões e vai abaixo de 52 mil pontos

terça-feira, 2 de dezembro de 2014 18:51 BRST
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa encerrou pelo quinto pregão seguido no vermelho nesta terça-feira, com agentes financeiro ainda melindrados por eventuais medidas tributárias do governo federal para equilibrar as contas públicas, com ações de bancos entre as pressões de baixa.

O declínio nos papéis de companhias exportadoras de alimentos, entre elas JBS, também afetou negativamente, enquanto Vale e Petrobras tiveram um dia volátil com noticiário intenso, terminando em queda e ampliando as perdas do Ibovespa no final da sessão.

O principal índice da bolsa paulista que terminou em baixa de 1,27 por cento, a 51.612 pontos. Na mínima, o índice tocou 51.471 pontos. O volume financeiro da sessão somou 6 bilhões de reais.

Nos últimos cinco pregões, o Ibovespa acumulou perda de 7,1 por cento.

Dados disponibilizados pela BM&FBovespa, mostraram que o volume financeiro médio diário transacionado na bolsa somou 6,85 bilhões de reais em novembro, queda de 37 por cento frente a outubro, na primeira queda mensal desde julho.

Notícias da véspera de que a nova equipe econômica estaria considerando aumentar tributos para fechar as contas públicas, bem como rumor envolvendo tributação de dividendos e fim dos juros sobre capital próprio ainda perturbaram agentes nesta sessão.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou a jornalistas em Brasília mais cedo que não apresentou nenhuma proposta envolvendo tributação de remuneração paga por empresas a acionistas, o que trouxe algum alívio ao Ibovespa, mas não tirou o tema do foco.

Departamentos de análise de alguns bancos e corretoras chegaram a enviar a clientes cálculos sobre o efeito em algumas empresas, por exemplo, no caso do fim do juro sobre capital próprio, instrumento que em alguns casos pode gerar pagamento menor de impostos que os dividendos.   Continuação...