BCE avalia adotar mais medidas conforme cenário econômico piora

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014 12:17 BRST
 

Por John O'Donnell

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros em mínimas recordes após ter se reunido nesta quinta-feira, enfrentando pressões renovadas para impedir que o bloco entre em recessão.

Com a recuperação estagnada na maior parte da região formada por 18 países, o presidente do BCE, Mario Draghi, apresentará projeções atualizadas da equipe do banco para crescimento e inflação na entrevista à imprensa a partir das 11h30 (horário de Brasília). Ambos os números devem ser reduzidos ainda mais.

Preocupações crescentes sobre a economia da zona do euro foram ressaltadas pelo influente vice-chair do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, Stanley Fischer. Ele disse que a impressão de dinheiro ajudaria a Europa, como ajudou os EUA.

"Se o BCE se mover nessa direção, isso terá efeitos positivos", disse Fischer, que foi mentor acadêmico de Draghi na universidade, a um jornal na Itália.

Draghi enfrenta obstáculos políticos consideráveis para adotar esta medida, principalmente da relutante Alemanha. Na semana passada, Sabine Lautenschlaeger, indicada da Alemanha para o Conselho Executivo do BCE, disse que agora não é o momento para compra de bônus estatais.

Portanto, embora o BCE possa estender um esquema para comprar dívida com garantia para incluir títulos corporativos, é improvável que anuncie a impressão de dinheiro para comprar títulos do governo.

Economistas, cerca da metade dos quais esperam que o banco central comece a comprar títulos de governos --uma medida que deve sustentar a economia quando os bancos trocarem bônus por dinheiro do BCE-- projetaram a adoção desta medida para os primeiros três meses do ano que vem.

O vice-presidente do BCE, Vitor Constancio, afirmou que o banco será capaz de avaliar de forma melhor no primeiro trimestre se precisa começar a comprar títulos soberanos.   Continuação...

 
Símbolo do euro em frente à sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt. 26/10/2014. REUTERS/Ralph Orlowski