Petroleiras pedem ajustes no setor no Brasil e alertam para queda de investimento

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 15:51 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Se o Brasil não for capaz de realizar ajustes no arcabouço regulatório e em áreas fiscais, jurídicas e ambientais, será possível observar uma redução dos investimentos de grandes petroleiras no país, alertaram nesta sexta-feira representantes da indústria petrolífera em evento no Rio de Janeiro.

No setor energético, a área de petróleo e gás é a que mais deverá atrair investimentos ao país nos próximos dez anos, com projetados cerca de 800 milhões de reais, o que dá uma ideia do que está em risco para o futuro do segmento no Brasil.

"Só vou conseguir investir no Brasil ou em qualquer outro país se as condições forem propícias, acho que a batalha é por competitividade", afirmou o vice-presidente de relações públicas da norueguesa Statoil e porta-voz no Brasil, Mauro Andrade.

"A batalha por competitividade é algo que o governo brasileiro pode ter em mente, mas... soluções talvez não estejam sendo tomadas na velocidade desejada", acrescentou ele, ao participar de debate em seminário na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Andrade avaliou que a presidente Dilma Rousseff deveria aproveitar o novo governo para implementar mudanças necessárias.

O executivo da Statoil destacou, entre outras mudanças, a necessidade de previsibilidade de rodadas de licitações de blocos exploratórios de petróleo e a busca por um aprimoramento dos licenciamentos ambientais.

"O receituário para resolver a maioria dos problemas da indústria de óleo e gás é também o receituário para resolver os problemas de todas as outras indústrias de capital intensivo", destacou.

Também presente no evento, o secretário-executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Antonio Guimarães, afirmou que os licenciamentos ambientais poderiam ser mais rápidos.   Continuação...