Brasil e EUA prometem aumentar participação da energia renovável

terça-feira, 30 de junho de 2015 16:52 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - Brasil e Estados Unidos prometeram nesta terça-feira aumentar a participação da energia renovável de fontes não hidrelétricas em suas matrizes energéticas para 20 por cento até 2030, em um esforço para mostrar comprometimento com o combate às mudanças climáticas.

Os dois países fizeram o anúncio em um comunicado conjunto divulgado durante encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente dos EUA, Barack Obama, na Casa Branca.

O Brasil também prometeu reflorestar 12 milhões de hectares de florestas até 2030 e concordou em levar adiante um plano sobre mudança climática "amplo e ambicioso", que "representa seu maior esforço possível além de suas ações atuais", de acordo com o comunicado.

"Isso é algo grande", disse o conselheiro sênior da Casa Branca Brian Deese a jornalistas na terça-feira, lembrando que a meta sobre energia renovável vai exigir que os Estados Unidos tripliquem sua parcela de renováveis em sua matriz energética até 2030 e que o Brasil duplique sua parcela.

O Brasil ainda não apresentou formalmente sua estratégia sobre mudanças climáticas para a Organização das Nações Unidas (ONU) antes da importante reunião sobre o tema em Paris, marcada para dezembro, mas sinalizou algumas da metas que serão incluídas no comunicado conjunto de terça-feira.

"Os presidentes estão comprometidos em alcançar um acordo ambicioso que reflita os princípios de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e as respectivas capacidades, à luz das diferentes circunstâncias nacionais", afirma o comunicado.

Além das metas de reflorestamente e de uso de energias renováveis, o Brasil disse que pretende "melhorar a agricultura de baixo carbono e as práticas de uso da terra", promover novos e limpos padrões tecnológicos para a indústria e impulsionar as medidas de eficiência energética.

(Reportagem de Jeff Mason e Valerie Volcovici)

 
Presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama na Casa Branca 30/6/2015  REUTERS/Jonathan Ernst