Grécia não paga FMI apesar de oferta de última hora a credores

terça-feira, 30 de junho de 2015 20:58 BRT
 

Por Renee Maltezou e Robert-Jan Bartunek

ATENAS (Reuters) - A Grécia pediu ajuda financeira de última hora aos seus credores internacionais nesta terça-feira, mas não foi o suficiente para evitar que o país se tornasse a primeira economia desenvolvida a dar um calote na dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O governo de esquerda grego pediu aos seus parceiros europeus um pacote de ajuda de dois anos para cobrir suas necessidades financeiras.

Mais tarde nesta terça-feira, o ministro da Finanças, Yanis Varoufakis, indicou durante telefonema a autoridades europeias que Atenas poderia cancelar um polêmico referendo de 5 de julho se um acordo fosse alcançado, de acordo com fontes da zona do euro.

O esforço diplomático foi uma tentativa de trazer os credores de volta à mesa, depois que cinco meses de negociações inconclusivas levaram a Grécia perto de deixar a moeda única europeia.

As propostas foram feitas enquanto milhares de pessoas protestavam na praça central de Atenas ao longo das últimas 24 horas com duas posturas diferentes: uma para apoiar o governo e outra para pedir que a Grécia permaneça na zona do euro.

A Grécia, como era esperado, não tinha condições de pagar o empréstimo de 1,6 bilhão de euros ao FMI, no que foi o maior calote da história da entidade credora internacional.

O FMI afirmou na noite desta terça-feira que irá examinar um pedido do governo grego para estender o pagamento por dois anos.

As últimas propostas gregas foram feitas tarde demais para evitar o vencimento do atual pacote de ajuda da Grécia, com fundos congelados que o país tanto precisa para pagar salários, pensões e dívida.   Continuação...

 
Manifestante segura bandeiras de Grécia e UE durante protesto em Atenas.  30/6/2015.  REUTERS/Yannis Behrakis