Bovespa fecha abaixo de 53 mil pontos, na mínima desde abril, pressionado por Petrobras

quarta-feira, 1 de julho de 2015 18:05 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa abriu o segundo semestre com o seu principal índice em queda, pressionado particularmente pelo declínio de Petrobras em meio ao forte recuo do petróleo, com pedidos do premiê grego para que a população rejeite a ajuda internacional em referendo previsto para o domingo também minando os negócios.

O Ibovespa fechou a quarta-feira em queda de 0,61 por cento, a 52.757 pontos, revertendo ganhos da primeira etapa do dia, quando chegou a subir a 53.456 pontos. Assim, o índice terminou a sessão no menor patamar desde 1º de abril.

O volume financeiro novamente ficou abaixo da média do ano, totalizando 5,8 bilhões de reais.

Um dia após Atenas dar calote no Fundo Monetário Internacional (FMI) e menos de 24 horas depois de o premiê grego escrever a credores se dizendo disposto a aceitar sua oferta com algumas mudanças, Alexis Tsipras repetiu a acusação de que o país estava sendo "chantageado" e pediu ao povo que rejeite o acordo.

A atitude do primeiro-ministro grego destruiu qualquer perspectiva de reparar as relações com os parceiros da União Europeia antes do referendo no domingo que pode decidir o futuro da Grécia na zona do euro.

O índice acionário europeu FTSEurofirst 300 ainda fechou em alta de 1,57 por cento, mas o S&P 500 reduziu um pouco o avanço, fechando em alta de 0,69 por cento.

Ainda repercutiu no mercado brasileiro pesquisa CNI/Ibope mostrando que a rejeição à presidente Dilma Rousseff aumentou ainda mais no fim de junho, no pior resultado desde o ex-presidente José Sarney no final de 1989.

O tom defensivo também prevalece nas estratégias para as ações brasileiras para o mês compiladas pela Reuters, em meio à debilidade da economia local e novos desdobramentos no front político, enquanto a Grécia aparece como risco externo.   Continuação...