Eólicas devem emitir R$1,2 bi em debêntures de infraestrutura em 2015, diz BNDES

quinta-feira, 2 de julho de 2015 17:49 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Projetos de geração de energia eólica devem emitir neste ano cerca de 1,2 bilhão de reais em debêntures de infraestrutura, como meio de captar recursos extras e ainda obter melhores condições nos financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Esse número contempla operações já aprovadas ou que estão em análise no banco", disse à Reuters a chefe do departamento de energias alternativas do BNDES, Lígia Chagas.

As emissões têm sido incentivadas como meio de reduzir a necessidade de aporte de recursos do Tesouro no banco estatal, que aprovou 6,5 bilhões de reais em financiamentos a eólicas em 2014.

"A grande maioria dos projetos eólicos que temos analisado recentemente já contam com a perspectiva de emissão de debêntures", afirmou a executiva.

Os investidores poderão captar entre 10 e 15 por cento do valor dos empreendimentos por meio das debêntures, sendo que aqueles que fizerem essa opção poderão amortizar a dívida pelo sistema Price, com prestações fixas, ao invés do SAC, em que as parcelas são decrescentes.

Segundo Lígia, isso permite "uma alavancagem adicional" para as empresas, uma vez que na amortização SAC as prestações são mais pesadas durante os primeiros anos dos projetos, quando há maior necessidade de recursos e menor geração de caixa.

O BNDES anunciou em dezembro de 2014 uma redução do limite de participação do banco para 70 por cento, ante teto anterior de 80 por cento, do valor a ser investido nos projetos de energia renovável, que incluem eólicas, usinas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Também houve aumento nas taxas efetivas de juros cobradas.

As novas condições serão válidas para os projetos viabilizados a partir de 2015, enquanto usinas vencedoras de leilões anteriores ainda poderão tomar empréstimos pelas regras vigentes à época dos certames.   Continuação...