Ministro britânico diz ter encontrado onde cortar 12 bilhões de libras em programas sociais

domingo, 5 de julho de 2015 10:57 BRT
 

Por William James

LONDRES (Reuters) - O ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse no domingo que tinha encontrado onde cortar os 12 bilhões de libras em benefícios sociais que ele precisa, como parte de seu plano para equilibrar o orçamento atual até 2017/18, informou o ministro antes do anúncio de seu orçamento, previsto para quarta-feira.

O orçamento é mais clara chance, em quase duas décadas, para os conservadores do primeiro-ministro David Cameron remodelarem a Grã-Bretanha para ser uma economia com uma baixa tributação e com um estado pequeno, depois de uma vitória eleitoral inesperadamente decisiva.

Para cumprir o seu objetivo, Osborne diz ser necessário cortar os gastos anuais com programas sociais em 12 bilhões de libras (18,69 bilhões de dólares), reduzir em 13 bilhões de libras os gastos departamentais e elevar a arrecadação em 5 bilhões de libras por meio da repressão de fraudes e evasões fiscais.

"Nós descobrimos como economizar aqueles 12 bilhões de libras em gastos sociais que dissemos que seríamos capazes de encontrar", disse Osborne à BBC, sem especificar detalhes. "Nós temos que ter um sistema social que seja justo para aqueles que dele necessitam, mas também justo para aqueles que pagam por isso."

O ministro apontou possíveis áreas onde serão feitos cortes, como o programa de créditos fiscais, usado ​​para aumentar os rendimentos de cidadãos de baixa remuneração, que se tornou um "sistema muito, muito caro", e os subsídios de habitação, que são um "grande componente" dos gastos do governo.

Mas o Partido Trabalhista de oposição alertou contra cortes de gastos que são  “auto-destrutivos”, como um tiro no pé.

"Para o déficit, nós precisamos, é claro, de economias sensatas, mas eu quero ver reformas da seguridade social adequadas, serviços públicos adequados que não são auto-destrutivos, e que não vão custar muito mais para o país no longo prazo", disse o porta-voz do Partido Trabalhista Chris Leslie à BBC.