Liminares contra déficit hidrelétrico não atrapalham liquidação financeira, diz CCEE

terça-feira, 7 de julho de 2015 15:37 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As liminares que empresas de energia obtiveram para se proteger do déficit financeiro na geração hidrelétrica não devem causar transtornos na liquidação dos contratos referentes a maio, que começa nesta terça-fera e será concluída na quarta, estimou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Nas últimas semanas, diversas associações e empresas de geração obtiveram liminares restringindo suas exposições aos prejuízos provocados pela produção de energia hidrelétrica abaixo de volumes previstos em contrato.

Na sexta-feira, três fontes a par do assunto anteciparam à Reuters que as liminares não teriam efeito na liquidação desta semana na CCEE, o que dá ao setor e ao governo mais um mês para tentar costurar uma solução para o problema.

O presidente da CCEE, Rui Altieri, disse nesta terça que o impacto financeiro dessa briga judicial é reduzido, uma vez que as liminares mais recentes e que abrangem um número maior de empresas ainda não foram consideradas nesta liquidação.

Pelas regras do mercado, usinas que não têm liminar precisam ratear os débitos das que conseguiram proteção judicial.

"Não acredito, não (em inadimplência), pois ainda é muito pouco para (ser dividido por) um mercado muito grande", disse

Altieri a jornalistas, durante evento do setor de etanol, em São Paulo.

Segundo o presidente da CCEE, foram levadas em conta na liquidação as liminares que favorecem as hidrelétricas de Santo Antônio e Serra do Facão, além de um grupo de pequenas usinas hídricas (PCHs).

"Algumas liminares, as que chegaram em tempo hábil, estão sendo implementadas. As demais entram na (liquidação) seguinte (em 5 e 6 de agosto), mas com efeito retroativo", disse Altieri.   Continuação...